terça-feira, 14 de novembro de 2006

Ambiente Poético V

(FÉTICHE)

Vestiu apenas os pés

com uma fina pele negra

e embrenhou-se no bosque noctívago

entrecortada por nus impulsos

e flamando suas mazelas & vergastas

malsãs voragens de SANGUE

(Anderson Dantas, do livro Cavalos do Inferno)

5 comentários:

Diogo Costa disse...

Cheguei aqui através do Cronópios. Cara, sobre suas considerações, de fato, escrever é dífícil mesmo. Vamos nos falando. Enfim, está linkado em meus favoritos, e vou ler os posts aqui.

Abraço,

Diogo Costa.

Diogo Costa disse...

Tenho um blog sim, é o http://ochaoquematava.blogspot.com
Dá uma passada lá, escrevo minis e micro contos nele, ou melhor, tento escrever. Se dedicar completamente é uma renúncia grande, só escrevo quando não tem jeito, quando não dá mais. Quando você começou eu nasci; vi no seu blog a data. Você cursou alguma Oficina Literária? Aqui em Salvador não há quase alguma movimentação literária; não que eu considere todas por aí essenciais, mas, ter um Assis Brasil, Marçal, para bater um papo, seria bom.

miror@uol.com.br disse...

Eu conheço a garota que ilustra seu poema.

miror@uol.com.br disse...

O camaleão passa pela soleira
Não vê que é um elefante
com suas presas
O elefante é branco
tal um homem albino
Eles olham pra trás
O camaleão que é elefante que é um homem albino

(Um poema de Rodrigo S. Leão)

Anônimo disse...

Cheguei aqui pq queria montar um blog com mesmo nome, mas vi que já existia e parece que está bem instalado, parabéns. Uma lembrancinha abaixo

Horas

O susto,o medo
o corar de faces
a inquietude nos nervos
os olhares molhados, olhares fechados

o convite, a boca fala
a roupa, a resenha de toda a presença
quanta satisfação e euforia
quanta alegria e encantamento
Mas, tanto medo e desordem
com trajes separados para o venturoso encontro para o final da espera
deslumbramento pela luz que te envolve
pelo jogo que entro ao reencontrar-te na pista vazia. Na música ausente e no escuro da surpresa. Como pude prever a minha maior afeição juntando o seu corpo no meu em uma valsa distante.
Numa melodia tão díspare dos ouvidos alheios que não escutaram nada, apenas a batida que bateu, bateu no teu e no meu
Na maior das horas, no restar de todas as badaladas que a vida lhe trouxe à tona.

Nesse dia dissipou-se a distância e todo o tempo não mais exstiu
coração então toma lugar nas atitudes das mais bobas e anciosas.
Quanta festa, quanta sensação
Quanta paz que quase não finda
O medo ainda se instala...
Assim com flores nas mãos e intenções avulsas.
me distrói as esperanças de tudo se erguer, de enganar , de fazer a rede de minha núvem
no corpo que ainda desejo ter.
O ar que ainda respiro é aquele que soprar-te envolta ao meu pescoço tímido e marcado pelo teu perfume, pelo meu.
pelo mais sútil olhar que dentro de mim era barco à deriva, feito os beijos perdidos nos meus lábios e nas várias horas sozinha.

By Luiza Almeida

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